sábado, 10 de dezembro de 2016

Defesa de Lula nega ter beneficiado empresas

Em nota, os advogados do ex-presidente Lula e de Luís Cláudio dizem que eles não participaram nem tiveram conhecimento de qualquer ato relacionado à compra dos caças ou à prorrogação de benefícios para montadoras.
Os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira afirmam que Luís Claudio recebeu da consultoria Marcondes & Mautoni remuneração por trabalhos "efetivamente realizados e que viabilizaram a realização de campeonatos de futebol americano no Brasil".
Para a defesa, afirmar que Lula interferiu no caso dos caças "significa atacar e colocar em xeque as Forças Armadas e as autoridades que acolheram o parecer emitido por seus membros".
"Já foram ouvidas mais de 20 testemunhas arroladas pelo próprio Ministério Público Federal em relação a outras duas ações propostas contra Lula e todas elas negaram a acusação. É o exemplo de como Lula tem sido acusado de forma irresponsável e gratuita por alguns membros do Ministério Público Federal que usam o cargo para promover ações políticas", diz a nota.
Para os advogados de Lula, a denúncia "baseia-se em procedimentos que tramitavam de forma oculta e sem acesso à defesa".
Os advogados também reclamam que um dos procuradores da República que subscrevem a denúncia mantinha em conta nas redes sociais diversas publicações ofensivas a Lula e ao partido.
A reportagem não conseguiu contato nesta sexta com a defesa de Mauro Marcondes e de Cristina Mautoni. Com informações da Folhapress.

Heráclito, o Boca Mole, levou R$ 200 mil do Departamento de Propinas

Valter Campanato/Agência Brasil
Um dos principais articuladores do golpe contra a democracia brasileira, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), que fez de sua mansão no Lago, em Brasília, o QG da conspiração pró-Temer, também está na delação da Odebrecht; ele teria recebido R$ 200 mil do departamento de propinas e seu apelido era "boca mole".
Piauí 247 – Um dos principais articuladores do golpe contra a democracia brasileira, o deputado Heráclito Fortes (PSB-PI), que fez de sua mansão no Lago, em Brasília, o QG da conspiração pró-Temer, também está na delação da Odebrecht.
Ele teria recebido R$ 200 mil do departamento de propinas e seu apelido era "boca mole".
Depois de votar pelo impeachment de Dilma, Heráclito afirmou que "se foi golpe, foi um golpe para salvar o Brasil".

Está provado: Dilma, a honesta, foi afastada pelo golpe dos corruptos

A capa deste sábado do jornal O Globo desmoraliza o golpe de 2016 e todas as forças que o apoiaram – incluindo a própria Globo; a manchete é a prova de que Dilma foi afastada "por uma assembleia de bandidos, presidida por um bandido", como definiu o escritor português Miguel Sousa Tavares; os personagens que feriram a democracia brasileira para sempre e hoje aparecem delatados por corrupção nem cabem na primeira página do jornal: Temer, Renan, Maia, Padilha, Moreira, Alckmin, Serra; e agora: vão pedir desculpas e devolver o poder a quem o conquistou pelo voto? Ou o Brasil será governador por réus e candidatos a réus?
247 – A primeira página do jornal O Globo é pequena para listar a quantidade de golpistas que hoje aparecem listados na delação premiada da Odebrecht. Mas ela também confirma como foi precisa a definição do golpe de 2016 pelo escritor português Miguel Sousa Tavares.
"Dilma foi afastada por uma assembleia de bandidos presidida por um bandido", disse ele, referindo-se aos parlamentares que a afastaram e ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba.
O Globo cita seis nomes delatados pela Odebrecht: Temer, Renan, Maia, Padilha, Moreira, Alckmin e Serra.
Temer é acusado de receber propinas por meio do amigo e parceiro Jorge Yunes (leia aqui).
Padilha e Moreira Franco, dois integrantes do núcleo duro de Temer, também receberiam propinas em troca de favores à empreiteira.
Alckmin, por sua vez, é acusado de levar R$ 2 milhões por meio do cunhado e Serra de ganhar uma bolada de R$ 23 milhões na Suíça.
E agora: vão pedir desculpas e devolver o poder a quem o conquistou pelo voto? Ou o Brasil será governador por réus e candidatos a réus?
Abaixo, a entrevista recente de Dilma ao 247:

Aécio pediu R$ 1 milhão à Odebrecht para Agripino Maia, o Gripado

Claudio Melo Filho, o diretor da Odebrecht em Brasília que decidiu implodir Michel Temer e seus principais aliados, como Eliseu Padilha e Romero Jucá, também citou o principal articulador do golpe contra a democracia brasileira, que foi o senador Aécio Neves (PSDB-MG); segundo Melo Filho, o presidente nacional do PSDB pediu à Odebrecht que desse R$ 1 milhão em ajuda financeira ao senador Agripino Maia (DEM-RN) como contrapartida por seu apoio na eleição presidencial de 2014; a Odebrecht também diz ter pago despesas pessoais de Aécio por meio de seu marquteiro; leia a íntegra da delação de Melo Filho.
Minas 247 – O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que articulou o golpe contra a democracia brasileira depois de perder as eleições presidenciais de 2014, também está na delação premiada de Claudio Melo Filho, o diretor da Odebrecht em Brasília que decidiu implodir Michel Temer e seus principais aliados, como Eliseu Padilha e Romero Jucá (saiba mais aqui).
Segundo Melo Filho, o presidente nacional do PSDB pediu à Odebrecht que desse R$ 1 milhão em ajuda financeira ao senador Agripino Maia (DEM-RN) como contrapartida por seu apoio na eleição presidencial de 2014.
Esta, no entanto, não é a acusação mais grave. A Odebrecht também diz ter pago despesas pessoais de Aécio por meio de seu marquteiro Paulo Vasconcellos, que seria seu caixa informal (leia aqui).
Clique aqui e acesse o documento entregue ao MPF sobre a delação de Cláudio Filho.
Confira, ainda, o momento em que Aécio é delatado pela primeira vez na Lava Jato:

Dilma critica FHC e diz que país vive 'espécie de Estado de exceção'

A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou, em evento em São Paulo nesta sexta-feira (9), que seu impeachment teve como objetivo "completar o trabalho que foi deixado interrompido pelo governo FHC".
"O objetivo fundamental do golpe, do meu impeachment, é se aproveitar da crise para resolver o conflito distributivo a favor da grande mídia, dos segmentos empresariais, dos setores conservadores", afirmou. "Para quê? Para completar o trabalho que foi deixado interrompido pelo governo FHC."
A petista afirmou que o tucano, antecessor de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência, "não conseguiu privatizar a Petrobras, a Eletrobras, e 'virar a página do Getúlio', ou seja, acabar com os direitos trabalhistas".
Dilma participou da conferência de abertura do seminário "Nossa América Nuestra", organizado pela Fundação Perseu Abramo, ao lado da ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner.
Ela voltou a criticar a agenda econômica de Michel Temer (PMDB), principalmente a PEC 55, que estabelece um teto para os gastos públicos por 20 anos, e a reforma da Previdência.
"Esse programa não tem como ser implantado passando por debate", afirmou a petista, para quem há, no Brasil, "uma espécie de Estado de exceção".
"É o golpe no golpe. O que eles querem? A possibilidade de uma eleição indireta", disse. "Pode haver a tentação de um golpe no golpe, como houve na ditadura. Primeiro o de 1964 e depois o de 1968, uma radicalização."
FISIOLOGISMO
Na fala, a petista cometeu uma gafe enquanto explicava os efeitos do que chamou de excesso de partidos no Brasil.
"Isso significa negociação de cargos, benesses e o mais negro fisiologismo. Aliás, o mais branco fisiologismo", se corrigiu. "Me desculpem os brancos, mas normalmente são homens velhos, brancos e ricos." Com informações da Folhapress.